18 de Dez de 2009

Crastoeiro, o sopé de Juno


Quatro bentas amordaçadas em coche preto ouviam o rodar auto-estradal. Acolhidas pela pocilga do cimento, desligaram o pensamento. Talvez umas frases de entretar a circunstância com uma fisga sucedânea. Não sendo possível o Ermelo, suavam ali o Marmelo. Noitava-se o percurso com o parafuso ocasional, nada se via. A especiaria volveu ao prato, em curvas de antanho, sublinhando a neurovegetatividade dos modernos. Passar Corgo e Cabril, abrir um queque líquido na pastelaria chasselick. Um vómito em serpente gravado no mamilo de Crastoeiro.


Foi evidenciada uma certa vereação no abrir da janela, quantos metros? quantos cumprimentos? o chassis da simpatia tinha garantia para 212km. Offenbach, Off Em Boca. Reluz antonio dinis na secondlife do Bairro, onde susana rosa, nos idos e eidos da guilhotina pastoril da ditadura, sorria com todas as bocas. Em suscitação de um Amor que emigrava, que nos fazia EmIgrar. Notórias, as salas de explicações onde as Saias se Livravam de todos os Pertences, grandes aderiam à Associação de Defesa do Latim. Falo por mim: eu Latia e esse Latido fazia-se ouvir pelas Trompas. Depois vinham os funcionários: hasteavam bandeiras e desfraldavam documentos histórico-histéricos. A vagina não estava inscrita. Tão pouco a esperma. Apenas o Fingimento. Aquela Poderosidade Era Só Fingimento.


Está Quase, disseram dos interiores. Disse o Dias: "Sabes, mais ou menos, o que viemos para aqui fazer?". Tomei o magnesiocard em busca do sossego do perguntante, soubera eu onde estara. Disse-lhe: "Aqui é uma terra de pimpampum, todos os merdias se unanimizam a tecer loas ao azul desta proTubeRância, porém, nas vasques deste barbeiro que nos antecede, seria melhor colher um seixo".

Tem, entanto, esta marina, um HArDeGraça que ainda não tinha ouvido no mp3. Julguei até que era um auxiliar cd-rom à leitura do programa MacDonald do Português de 12º Ano. O guilherme que indicou o Parque das Meréindas, em Vilar de Ferreiros, atazanou o alexandre para que, por ele, lhe cumprisse a esposa que andava a cheirar ervas com as cabras da quinta do campo. Disse-lhe o alexandre: "pode porguntar aqui à bebete, eu já não fumo, desde que estive no programa de desintoxicação da net, no el fumado". A bebet confirmou em relincho. "EEEEEEhhhhh!EEEEEEhhhh!"

No champaño da chegada, henrique desabafou:
-Ah, Aqui sinto-me Astérix.
Foi o clique pavlovista para que o Cabé dilatasse o seu esplendor:
-Pois, mas eu não sou Ovelhix.

Os astrótomos que assinavam a lenda-lenga da quinta-do-campo, saltitavam em festa. Quando chegou o hermínio, trazendo no bolso superior uma miniatura da eira-longa, já cabeleira se ria de olhar para as paredes sem quadros seus. Disse aas: "Qu'esconso este lupanar, lindo, é uma Noute, parece que ouvimos os mortos de Coolela, este grafismo pedrúneo será o meu catálogo para 2010, ah, hei-de vestir este global não-lugar".

henrique procurava um sinédrio na sua, mente, resposta fosse à silvia que, em calma, se dedicava à rotulagem dos vinhos em presença. Uma enóloga de eleição. Rispou: "eu sou isto-aquilo" exactamente onde juliana ferveu para mitigar a andadura ao pa trás a que estava sujeita.

Vimos ali, como amélio superiorizava amália. Vimos ali como o marketing se esboroava. As verdades impunham-se na lareira. Os presidentes remoiam o pensamento à procura de uma boutade que soubera de economia propagandística. Os band de vila real dedicaram-se às alheiras com a surrealidade de uma vila (sur)real. Subiram, felizes, em direcção Ao Mesmo.

No campanário dos Aleitados onde os Sumos Verdadeiros procuravam transferência para humanos, um certo vol d'oiseau impregnou de sons a cantilena celoricense. Disse o Dias: "Eh (s)PA". Como terapia, muuuuuitos foram ver a "procissão de amarante" do Amadeo. Dona Eufémia de Cristal disse-lhes: "Vão lá para casa, para o Corpo! Disse o mesmo ao Bruno e ao Vinagre. Eles julgavam que estavam a sonhar"

No alto da Campeã, a Escura continua a Rir.

gladys na VCI



La Léa:
Méis de Miguéis, o desbarato do conto vintista em portuguesa prosa. O pólen poduncular para o rolex matinal. O estampido da ConFicção de Lúcio nas bordas da idemtidade. A paralaxe de uma mariposa, uma maripoça, como o Borbotom. Erguiam-se, pela VCI, fumos de alguidares mistos, uma Ramada Seca num Motor Sequioso. Líricas automóveis. A sarjeta, o início de um estar sargento. Tal magento debuxo, em ausência de reflectores, ponderou, pedra-ponderou, o telefonema que haveria de abalar a griposa destinatária. Lembrei-me do mar, do mar tosinhos.

Alexandre não caminhava na berma de gravilhas, de longe e aos faróis, apenas a sua alva cabeleira transmitisse alguma semiótica a um travão lúcido. Era difícil, era Teatro em esplendor, um Teatro Exacto, sem Público, a Tragédia evolando-se da fumareira de um chassis sáurico, talvez comovente em ouvindo jane birkin.
Assoreava-se então o quadro rútilo de uma elisabete estonteada pelos pincéis. O estremunho da luz ofuscando cores rebatinava o leilão das legitimações onde, pela radio em onda longa, se propagava o discurso dos normais. Um dia choverá nesta lama, tudo se alagará, garantiu-me, em cofiando, débussy, o amante secreto da rebeca que osseia os cães com metáforas baratas.
Então, a Elisabete, conhecida como Mulher Fatal do CCB (ou ccbranco), esponteou, fora de psicanálise: "Câ Lata! Câ Filhus da Puta! Cabrões da Merda!Isto são Horas"? e desbaratinou-se do shopping até à Placa onde, já sedutora, piscou, assim voltamos com os tomates ao sítio. Disse-lhe: "Bb: não tenho nada". Ela disse: "Não importa, ainda não acabei o quadro". Repontei-lhe: "Mas é nada, é que é nada, não tenho nada". Ela regurgitou: "Está tudo bem, Vou-te ao MultiBanco"
Alexandre sampaiobrunava no nevoeiro com assertividades estranhas, Disse: "Eu trato de Tudo". Perante esta messianidade, despedi-me. Lembrei-me do Pedro: depois daquele WCarro, era impossível ser sebastianista. Dirigiu-se à Madalena para se livrar do quisto sebáceo. No interim da caminhada, vagos ladrares timbrados de conhecimento assaltaram-me a quase-alma. Ah Dria! Ah Rilke! Hoje, Hoje mesmo encetarei as minhas elegias a Druína.
Elisabete, já desfolegada do trânsito, acalmou os animais, o que se sentava a seu lado e o que filosofava silenciosamente atrás.
Alexandre socializou:
-É preciso ver que isto não foi um despiste!
Disse aa:
-De modo nenhum, isto foi um d'espiche.

Continuaram para bingo na Boavista. Um Fidiró na Diogo miava por vício. Custou-me mais abrir a porta de vidro

26 de Nov de 2009

Dria e Caim




A primeira culpação era orientada para a paisagem. Todos os textos erótico-bíblicos, bem como outros de jaez alterarco-religioso tinham assinatura de macho. O que sobre tais textos era litigável não punha em causa a testicular origem. Alejandra Pizarnik chamava-lhes, com proprietarismo e negação, textículos. Esses avatares em ships alojados nos ventres proliferavam as cantigas de escárnio e não-dizer.
Tal posição primária, no cardápio kamasutriano, convocava altos e baixos. Como dizer da canzana? Fraternal? À Frentre e a Trás? Os monstros dioclecianos e toda a titularidade obs_cena negavam o que lhes entranhava: os maravedis, o Ouro! Uns queriam o Ouro ouro, outros o Ouro árquico, outros o Ouro da obediência, ainda Outros, o Ouro da Solenitude. Um circo! Um circo!
Havia dromedários que fisiologicamente acediam às hierarquias. O Teatro continuava um Borrabás, bastava Ler o poema visual de Lois Gil Magariños para entender as Redes. Quando a fêmea se apronta para a religião em macho, o Caos adquire um Ordem, uma Horda.
Judith Butler, ao motorizar o speculum humanóide, desconstruiu a proteção como esfíngie do Medo. E não Gorda, o Mário Outra Era!
Disse-me a Dria do alto: "Pai, há alturas na vida..."

Eu sempre li o sapo como garantia da revolução. Apreendi, pelo seu habitat, que é no Charco e não na Casa-de-Chás-da-India que o Martelo mais Bate a discronia em Moda, o hasard como proliforubetaneto que as "médicas-de-familia-sem-familia" receitam, vis-a-vis com o Viagra, à Faixa de Ganza em que se tornou o Desemprego.
Queres Pregar-te ou Desempregar-te? Mandas Vir um Prego, pela boca do Bual contando a treta do Dali?
Hoje assumi a nost_algia. tomei comprimidos contra a nost_algia. Os alarves, no Monte dos Estercos, riram-se num Acto do Ministério da Defesa compulsado para a sinagoga do Corpo. Diziam: "Gostava de Ser uma Estopada, uma Coerência!". Fechavam os Leques e lambiam as Partes Altas do ser Humano. Que lindos Cornos! Haveria Humanos sem Cornos Invisíveis.
O primeiro humano com Cornos, com Altos, a si mesmo os levantou. Muito antes da Tmn, Fodavone, óptimímica e concorrência. Olho para todos eles Protegidos. Os Cornos são Antenas de que não prescindem para o exercício do lucro.
Humanos? Quem não é Humano - refocinham os Cabrestos dando fole à máquina da multiplicação. Os lábios mudos dos indigestores sublinham a capacidade sorrisal de nunca nos encontrarmos amigavelmente nas Trinchas.
A 1ª Guerra Mundial começou aí: na Propriedade. Enganados, os que apenas tinham casas e utilitários, forneceram dinheiro para as bombas colocadas em Novembro nas auto-estradas dos Possidónios. País de Truísmos! País acoplado às modalidades de trânsito que os Actuais Vencedores nos enfiam em presente "Vibrador" para não sairmos de nós, para já nem sequer sermos dois, para nos condenarem à sisifice da psicopatologia sobre a qual Freud tanto nos enganou com dinheiros de Viena depositados em americana conta bancária. Ele safou-se (o cancro da boca foi apenas um acidente de trabalho profissional: não faLar canceriza). E tu, ó Reich, ó Zé?
Os possidónios, com olhos lenteagudos, conVencem-te? Vais atrás com um vulgar sexo-passivo? Apanhas o autocarro para a Madalena como se fosses observar a Praia?
Burro, Burro! Não tarda, nem a Mula te saberá!
É que, lá do Alto, os Arrogantoches estão a chular-te o DNA. O Reich não podia incluir esse vexame no alto da sua orgonoterapia. Há também o caso dos Incréus. Neles se valida O Que Ainda Não Chegou! E, porém, já se dornela por entre os eixos árquicos dos fruidores.
Amo a Vizinha.
Ela Cala?

22 de Nov de 2009

catre dos alicerces



Disse Aloja Fundes, entre ruidos de podcast:
-E o que são os dias para tu estares no apocalíptico stress de os preencher?
Rast Manuel da Eira, desprivilegiado na sua transcendência meditacional, dilatou órbitas em forma de resposta:
-Dá-me uma amêndoa amarga com peixinhos a boiar.
Numa mesa de plástico horrível, lendo o pasquim local, o record e a bola, possuído sonoramente pelas televisões, Zuleima abandonou o cortelho da inexistência. Compõs o xaile, disse à Gena "Põe na Conta" e lampejou pela taberna escura:
-Os dias são pseudo-unhas no catre dos alicerces.

8 de Nov de 2009

uma história do princípio do século



encontro com o capitao em petim

Dig, uma conversa jargo no sobrevoo do alvão. Brétemas mesmo quando chamadas ossanas em linguagem kapel.
Quase tudo era um carro, mesmo na espécie das hastes recepcionadoras das estações. "Fiquem com o céu! Fiquem com o céu! Não quero nada Disso".
O ronco proliferava vulcânico nas termas flaviáticas, o extra-ordinário café em assento na Ponte. O deserto imenso tingia as cores arqueológicas cinzentadas pela noite neónica e pelo fumo cimbalino dos boulevards marâneos. De bolso em bolso, fomos jogar Vilar no esplendor das tetas e das bostas. Chovia. Não se notava mas chovia. O primo Chacal lufou em silêncio as bátegas das feridas civilizacionais. Andam à procura do Ouro, do Ouro, do Ouro!, mas isto é tudo um ferrete no lombo.
No Catro, o chuvmerso (lembrando a guedelha do existencialista e ferreira rural): o capitao. Fodido pelo Corte Inglés da Cauda, ladrou-me em rádio-regional-o bierzo, até se apaziguar, até compreender que eu não lhe queria fazer nenhuma entrevista. Todos olhavam o Barça. Ele, como qualquer cão de hoje em dia, implorava o Osso, a Ossana. Olhei-o com terapia. A aparente ternura dele rapidamente se implantou em raiva. Queria entrar na Televisão. Queria Putagonismo. Era um Queque.
De Orras e Porras, não entrei no Barco. A minha caravela feita de tanto esqueleto sulcava o harém de egos que as sepulturas denunciam com a cumplicidade das autoridades locais. Das autoridades autárquicas. Dos Autarcas. Dos Perdidos Autarcas. Dos Egolatras Autarcas. E dos Piores Autarcas: os Alterarcas, Os Que Exercem Poderes Sobre Os Outros.
De rasto, a erva.
Uma redoma mornogâmica onde o casaco se pendura num cabide do desenho de manoel bonabal. As Estrelas podem ler-se, dizemos, em Guedes, em Geisers. Também os Tunantes perceberam que a aflição se molha: o molho da aflição está patenteado pelos karma_litas do Pombal, uma seita só agora descoberta depois de muitas mortes biolentas.
HaJa Carmen, Santiago! Haja Cármen!
Eu Amo-A

28 de Out de 2009

se calhar está morta


Rodei o cilindro com álcool e lassidão. O silêncio ao alcance de um dedo. Ao rodar o cilindro, as minhas existências rodava. Em super8: nada se fixava, nenhuma imagem preponderava. Todas as vidas se tinham transformado em filme, os filmes revogavam agora o próprio acto que os vulcanizara, eram um cemitério de prazeres. “Vou ver aquelas mortes da Ilha do Lobo, amanhã vejo as que fizeste para o teu enxoval cinéfilo”. As narrativas rodavam o tambor quando a iluminação alagou o objecto, massacrando-o com o anacronismo. A redenção vocal das enfermeiras de telemóvel outorgou-me temporalmente o mito do Pénix Renascido. As imperialistas realidades do corpo salpicaram-me.
Parentes do crepúsculo, os vultos acordavam-se no meu hemisfério: seres de cavernas, seres do ar-livre, polaróides do cortejo tribal para guardar no álbum genético. “Que fotografia colocarás no teu álbum que não seja nossa?” entoou o corifeio, esse omnipresente ditador que me enferma sempre que o não integro. Ouvi a sua canção no meio da publicidade e propaganda, cada ser tornara-se publicidade. A minha prima confidenciou-me ter sido essa a razão para não ter saído de casa durante 28 anos. Manteve o humor, o seu, o quase-seu. O seu silêncio inapreciável até pelo carteiro, criou nela uma esfinge alegre que percorre os velórios de Alcácer do Sal como Guardiana impoluta. Deve ser dos seres que menos contribuiu para as poluições. Os seus encontros viventes eram sempre nocturnos e subterrâneos, a salvo dos satélites.
Nada sei da mulher, se calhar está morta”, respondeu um dos publicitários diante das câmaras ardentes das televisões.